domingo, 25 de maio de 2008

Eles gastam demais (jovens consumistas)

Jovens considerados consumistas contam o que não deixam de comprar, quanto isso reflete em seus orçamentos e as loucuras que já cometeram para adquirir um novo objeto de desejo.
Passar em frente às vitrines dos shoppings centers e não gastar nem um centavo é uma tarefa difícil para a maior parte dos mortais, especialmente para as mulheres. Mais cobradas pela sociedade nos quesitos beleza, vaidade e feminilidade, elas, sem dúvida, gastam mais do que homens com roupas e sapatos, entre inúmeros outros artigos. Para muitas delas, porém, isso não é sinal de maior irresponsabilidade nas relações com o dinheiro, mas, sim, que ainda há uma cobrança, velada, sobre o cuidado com sua aparência, exigindo delas um gasto maior para estar dentro dos padrões.
É justamente a esta cobrança que a universitária Fabiana Barreto, 26 anos, credita as altas cifras que seu cartão de crédito alcança ao final de cada mês. A estudante, que cursa o último ano da graduação em Secretariado Executivo Bilíngue na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e já atua em sua área, constuma gastar por mês, em média, 20% de seu salário com roupas e sapatos. "Sei que gasto bastante, mas no escritório todos vestem traje social, que já são mais caros. Além disso, é evidente que a aparência influencia no ambiente de trabalho e, no meio de pessoas arrumadas, ninguém quer estar maltrapilho", brinca.
Ela revela, no entanto, que gastar demais é um comportamento que a acompanha desde cedo, quando ainda tinha 16 anos. Na época, ela já trabalhava para ajudar sua mãe. Mas como o expediente da empresa acabava cedo, este era um convite quase irrecusável para ir às compras. "Não fazia cursinho, nem faculdade, então saía do trabalho e ia para o shopping", lembra. Suas visitas quase sempre resultavam em algumas sacolas de compras, muitas vezes de itens que ela nem chegaria a usar. "Minha mãe brigava muito comigo por isso. Mas eu era muito nova, e não tinha consciência. Às vezes, percebia que comprava sem precisar e coisas que eu sequer iria usar", diz. Hoje, Fabiana acredita que a história é diferente. Apesar de ainda gastar bastante com roupas e sapatos, ela se considera mais comedida. "Gasto bastante, ok. Mas estou tentanto me controlar para ter minha casa. A gente tem que pensar no futuro", se diverte.
Já a estudante do 2º ano de Administração do FSA (Centro Universitário Fundação Santo André) Mariana Xavier de Paula, de 19 anos, não é tão comedida quanto Fabiana. Ela gasta mais de dois terços do salário com compras, dos mais diversos tipos, desde CDs, bolsas até cosméticos, maquiagem e livros. "Às vezes, dependendo do que eu compro, eu falo: `nossa, eu não estava precisando disso´. Claro que depois, porque na hora sempre precisa...", conta. Chutando por cima, a estudante diz que compra cerca de sete produtos novos mensalmente. E não faz distinção, compra tanto em shoppings quanto nos centros populares.
Mariana tem dois cartões de crédito e mais de dez cartões de lojas diferentes. Cheques ela usa com mais cautela. A estudante ressalta a facilidade dos cartões das lojas. "Eles dividem em muitas parcelas. Aí eu penso, agora que eu já paguei isso, vejo o que vou comprar no futuro", destaca. Até hoje, ela ressalta que nunca se meteu em encrenca por gastar demais, porque geralmente compra sabendo que pode pagar. Por exemplo, algumas semanas atrás comprou uma bolsa nova: "Vejo algumas coisas que ficam muito boas em mim. Sabe quando você fala: `nossa, é minha cara isso mesmo´?! É uma coisa necessária na sua vida. Eu não ia comprar essa bolsa, eu costumo ressaltar isso, nem sabia se o cartão ia passar porque nem tinha pago a fatura. Quando percebi, a bolsa já estava na minha sacola. Depois eu fiquei pensando: `não acredito que eu fiz isso´. Adorei, gostei muito, fiquei feliz", relembra Mariana.
O consumo deles
E quem pensa que os homens não gastam dinheiro cuidando da aparência está muito enganado. Apesar das pesquisas mostrarem que homens "investem" boa parte de sua renda em CDds, DVDs ou aparelhos eletrônicos, é comum encontrar rapazes que gastam cada vez mais com roupas e acessórios para incrementar o visual. Além disso, ao contrário da maioria das mulheres, eles valorizam e, muito, as etiquetas famosas que mantêm no armário.
Paulo Henrique Braz da Silva, 25 anos, é um exemplo de como a vaidade masculina vem crescendo. O jovem, que faz pós-graduação em Odontologia na USP (Universidade de São Paulo), costuma gastar até 30% do que ganha com roupas. Tudo do mais moderno e descolado e, muitas vezes, de marcas famosas. "Não me considero consumista, porque não gasto este valor todo mês, mas, em média, a cada três meses", pondera. Ele destaca, porém, que já ficou várias vezes com sua conta no vermelho, usou o limite e o cheque especial para bancar os excessos. Mas o ponto fraco do jovem não acaba por aí. Outras armadilhas para seu bolso são as variadas opções de entretenimento que a cidade de São Paulo oferece. "Baladas, shows, cinema e teatro também contribuem para o déficit mensal de meu orçamento", brinca.
O jovem mantém um comportamento típico daquelas pessoas que saem de casa sempre preparadas para gastar, e muito. Isto porque, ao colocar os pés na rua, leva consigo um verdadeiro "arsenal". "Dinheiro, talões de cheque, cartões de crédito ou de débito são `armas´ que sempre estão em minha carteira", revela. Mesmo assim, o estudante se considera ponderado, pois consegue se controlar diante de outros objetos de consumo, que, em sua opinião, aí sim o fariam entrar e permanecer de vez no vermelho. "Não costumo gastar com equipamentos eletrônicos. Meu celular mesmo é um pré-pago super fashion", ironiza.
Roupas e relógios. Essas são as duas paixões do estudante de Marketing da Anhembi Morumbi Felipe de Castro Antunes, 22 anos, consumista assumido. "Costumo comprar por mês de quatro a cinco coisas novas", diz. Para se ter uma idéia, Antunes gasta 20% do salário em compras e diz que gostaria de ganhar mais para, conseqüentemente, gastar mais. Se ele já teve grandes problemas por conta de impulsos consumistas? Ele afirma que não. "Nunca tive um problema mais grave, nem de estourar, nem de deixar de pagar as contas. Mas muitas vezes aconteceu de eu ficar apertado o mês porque comprei demais", confessa.
Quem muitas vezes não gosta dessa história é a mãe do rapaz, que, apesar de reclamar um pouco quando considera uma compra desnecessária, não fala muito, pois, como disse Antunes, não é ela quem paga. O estudante conta que da última vez em que foi trocar de carro, pagou um valor muito mais alto do que o de mercado para satisfazer um capricho: ar condicionado. "Quando é um valor mais alto, eu penso antes. Mas quando não é algo muito caro, como roupas por exemplo, vai por impulso, sem fazer conta", assume.

5 comentários:

arele disse...

é tem gente q nao se contenta

arele disse...

e quer mais do q já tem

jessica disse...

É tem gente que não se contenta com o que tem e quer fazer compras toda hora.....
exemplo como eu
rsssss
é brincadeira

lekinha.isah disse...

as veses ñ é porque a pessoa ñ se contenta con as coisas q tem
é pq ela tem tendencia a gastar
sai uma caisa nova ela quer e se ñ consegue fica muito mal as veses até doente muitas pessoas sofrem
um tipo de doença ´´obseção``...

isabelle 14 anos;

Sthefany Batista disse...

os jovens ñ pensam no prejuiso que eles pode trazer para os pais